Os vencedores da quarta edição são: Maria Chale (Artes Visuais), Mário Macilau (Fotografia), Jared Nota (Cinema e Audiovisuais), Sumalgy Nuro (Dança), Alberto Correia (Design de Moda e Vestuário) e Xixel Langa (Música).
Na noite de 28 de março, teve lugar a entrega oficial dos Prémios Mozal Artes e Cultura, correspondentes a 2020 e 2024. O evento, que se realizou em um ambiente festivo e vibrante, destacou-se como mais um marco significativo na promoção da cultura moçambicana.
Por consenso, o júri distinguiu os seguintes vencedores: Maria Chale (Artes Visuais), Mário Macilau (Fotografia), Jared Nota (Cinema e Audiovisuais), Sumalgy Nuro (Dança), Alberto Correia (Design de Moda e Vestuário) e Xixel Langa (Música).
Alberto Correia que carrega a marca Adecoal Wear tem se destacado no seu conceito de design de moda pela customização e personalização de peças de roupas, acessórios e sapatilhas com frases, nomes, imagens e fotografias pintados a mão, com temáticas do quotidiano moçambicano

Mário Macilau iniciou a sua atividade fotográfica em 2003 e em2007 lançou-se como fotógrafo profissional. Poucos anos depois, o seu talento atravessou fronteiras, tendo o fotógrafo sido galardoado com diversos prémios internacionais de relevo, viajado muito e visto o seu trabalho publicado em algumas das mais prestigiadas galerias, feiras de arte e exposições por todo o mundo. A sua fotografia destaca a identidade, questões políticas e condições ambientais, trabalhando, por vezes, com grupos socialmente isolados, para sensibilizar o seu público não apenas das muitas injustiças e desigualdades sociais no mundo, mas também para mostrar histórias de humanidade, irmandade, vitória, amor e esperança. Com frequência, o retrato é o seu ponto de partida, sendo a sua abordagem instrumental para a revelação de uma perspetiva mais ampla. Em 2015, foi publicado o seu primeiro livro de grade formato pela a editora alemã Kehrer Verlag, contando com contribuições escritas de Roger Ballen, Mia Couto, Simon Njami e Olivia Nitis, bem como uma entrevista conduzida por Gabriela Salgado. O livro apresenta o seu projeto a longo prazo com as crianças de rua de Maputo, tendo o fotógrafo convivido com elas, por forma a obter um conhecimento profundo da sua realidade.

Maria Chale é uma artista visual de Maputo. Desde tenra idade, demonstrou um talento para as artes visuais e o artesanato. A sua visão criativa, aliada a um pensamento metódico, levou-a a licenciar-se em Arquitectura e Planeamento Físico, pela Universidade Eduardo Mondlane. No entanto, foi fora da sala de aula que a sua criatividade floresceu, verdadeiramente, quando, em 2013, começou a receber encomendas de retratos.
O percurso da sua evolução artística tornou-se evidente com a sua estreia em exposições, em 2018, ao participar numa mostra colectiva na galeria 16Neto, Cidade de Maputo, seguindo-se a sua primeira exposição individual, “Motif”, no mesmo espaço, em 2019. A partir daí, consolidou a sua posição no mundo das artes visuais com múltiplas exposições subsequentes, destacando-se a sua participação na instalação temporária “Vocal Streets: Poéticas do Quotidiano”, em 2022. A experiência multimédia imersiva permitiu-lhe conjugar a sua perspectiva artística com o conhecimento arquitectónico, através da cenografia.

Rogério Manjate, presidente do júri, referiu-se ao desafio de selecionar os vencedores, ressaltando a responsabilidade envolvida na escolha. “O potencial e a qualidade dos trabalhos apresentados tornam a decisão mais fácil”, comentou, ao descrever o processo de avaliação.
Desde a sua criação em 2018, os Prémios Mozal Artes e Cultura têm promovido um ambiente de competitividade no setor criativo, contribuindo para o crescimento cultural e o desenvolvimento de competências artísticas. Esta iniciativa é fundamental para fomentar a criação de novos projectos, vitais para o fortalecimento da identidade nacional e do desenvolvimento económico em Moçambique.



