Por Aurélio Ginja
PMourana, na exposição intitulada Melodias Curvilíneas, exalta na mulher a insuperável arte de ser encarnação da música, na beleza das formas, na ondulação melódica do andar, na habilidade de ser a personificação da poesia, na complexa e sinuosa inteligência do seu existir, na capacidade insuperável de operar, com a sua genica laboriosa, milagres no quotidiano.
PMourana exalta na mulher os prodígios de amor, com que educa e molda, cada ente humano, esculturando-lhe no âmago do ser, palavras e obras indeléveis. PMourana, com o seu surrealismo peculiar, exalta na mulher a insuperável arte de abraçar o intangível, a coragem de acolher a vulnerabilidade do ser frágil, que um dia habitou o seu ventre, para dele cuidar com zelo, solicitude e até reverência, após a nascença. Exalta na mulher o mistério de se converter em sereia, no modo de navegar a existência, a habilidade de conter em si a electrizante mansidão da brisa oceânica que respira doçura, e, em simultâneo, o ímpeto do vento que desata furacões.
PMourana exalta na mulher o dom conquistado de abraçar a vida como um saxofone em espiral , que se amplia em sonoridades infinitas, da nascente à foz do mundo. PMourana exalta na mulher a capacidade de multiplicar a alegria, a dádiva da vida que potencializa novos inícios, os tímpanos que captam e difundem novidades escondidas, em cofres a sete chaves, em narrativas orais sem paralelo.

São melodias curvilíneas , que dançam e celebram a existência, são melodias curvilíneas que nos arrebatam com o seu encanto , são melodias curvilíneas que nos enriquecem com o seu saber insuperável, são melodias curvilíneas que nos deslumbram com a sua inteligência espiritual, emocional e racional e nunca se coíbem de a festejar no seio da humanidade, são melodias curvilíneas que irradiam a alegria de serem sábias detentoras dos segredos estruturantes da pátria inaugural de todo o ser humano. São, enfim, melodias curvilíneas fielmente convertidas em poesia viva, nas inspiradas pinceladas de PMourana.





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