Artista de Cabo Delgado, Az Khinera, recolheu o prémio na categoria de Música, da província da Gaza, venceu Melchior Ferreira na categoria de Cinema e Audiovisual. O artista moçambicano Nuno Silas, residente na diáspora venceu na categoria de Artes Visuais. Os restantes vencedores que se encontram em Maputo foram: Mário Cumbana, na Fotografia; Osvaldo Passirivo,na Dança; Amarildo Rungo no Design de Moda e Vestuário e Aílton Zimila, na categoria deTeatro.

Rogério Manjate presidente do júri dos Prémios Mozal Artes e Cultura, destacou o talento dos finalistas em todas as categorias: Artes Visuais, Cinema, Fotografia, Dança, Design de Moda e Vestuário, Teatro e Música. Num processo de análise e avaliação rigorosa por um júri composto por profissionais de referência no sector criativo, foram nomeados 20 finalistas, das 103 candidaturas validades.

“Uma vez que todas as candidaturas são submetidas no mesmo sistema de formulários digitais, quer sejam obras de artes visuais, espetáculos de dança ou teatro, ficheiros, áudios de música ou projetos de desenho de vestuário, permitiu abolir as diferenças entre áreas e a distância física no território nacional. No total, As candidaturas válidas após a triagem realizada contabilizaram-se em 103 participações, originários de todas as províncias. Grande etapa ganha nesta quinta edição, apesar da província de Maputo continuar a liderar com 69% dos candidatos, comparativamente às restantes.”

O presidente do júri referiu o baixo número de mulheres inscritas aos prémios, explicando os critérios que ditaram a escolha dos vencedores.

“Entretanto, as mulheres estiveram representadas em 19,4% dos participantes, valores que carecem ainda, que nos parecem ainda muito baixos. Em todas as modalidades, em concurso, o Júri teve em grande conta a solidez conceitual e técnica, o carácter inovador dos trabalhos apresentados, bem como a evolução artística em relação aos trabalhos anteriores e ainda a contribuição artística na cena local e global”, disse Rogério Manjate.

Az Khinera recebe o PMAC na categoria de Música

Segundo a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, os Prémios Mozal Artes e Cultura são uma demonstração clara de que em Moçambique existem talentos cuja visibilidade virá de acções que ligam a aposta pública do Governo e de iniciativas como a de Kulungwana e a Mozal que valorizam a arte moçambicana e prestigiam os artistas.

“O Governo de Moçambique, através da Constituição da República, defende o acesso às artes como um direito fundamental, materializando este direito através das suas políticas culturais públicas que promovem não apenas a promoção do consumo público às artes, mas também a identificação e premiação de personalidades artísticas para o quadro de referências identitárias nacionais, semelhança daquilo que nos é oferecido pelo Prémio Mozal de Artes e Cultura. E porque a materialização das políticas culturais públicas depende da existência de financiamentos públicos e privados, queremos deixar uma palavra especial de agradecimento à empresa Mozal a sua liderança, por de forma sábia e responsável, manter o financiamento a este grande projecto” Disse Matilde Muocha.

Mário Cumbana recebe Prémio na categoria de Fotografia

De acordo com Henny Matos, directora executiva da Kulungwana os Prémios visam celebrar o melhor do talento artístico e cultural de Moçambique, valorizando a sua maior visibilidade. A edição 2025, teve um total de 103 candidatos, entre os quais foram nomeados 20 finalistas e encontrados os sete vencedores.

“Pela primeira vez recebemos candidaturas provenientes de todas as províncias do país, um marco que nos deixa profundamente satisfeitos e que acreditamos ser resultado das ações mais incisivas e presenciais realizadas fora da capital Maputo. Este é um sinal claro de que estamos a trilhar o caminho certo, promovendo uma cultura verdadeiramente inclusiva e nacional.”, disse Henny Matos.

Nuno Silas (na imagem está o seu representante) vence categoria de Artes Visuais

Lucrécia Uamba, representante da Mozal na gala, afirmou que a contribuição da Mozal visa promover desenvolvimento da nossa sociedade através do reconhecimento e valorização da arte e da cultura, de Moçambique.

“A gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura tem vindo, de forma contínua, consistente e firme, a premiar, reconhecer e divulgar. do trabalho dos nossos artistas, dos nossos fazedores de arte, não é, que ao longo de todo o ano demostraram seu empenho dedicação nesta causa bastante nobre.”

“Aos premiados vão os nossos mais calorosos parabéns, que este reconhecimento sirva de inspiração e estímulo para continuar a criar, inovar e elevar nome do nosso belo Moçambique além fronteiras”, afirmou Lucrécia Uamba.

Os prémios são constituídos por um diploma, um troféu e o valor pecuniário de 120 Mil Meticais, que se esperam ser um incentivo aos jovens artistas para uma aposta na qualidade e visibilidade do seu trabalho.

Fotos: Yassmin Forte / Kulungwana


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