Moçambique participa na 7.ª edição do Festival Souffle o.I., também designado Breath of the Isle #7, que decorre de 27 de Outubro a 15 de Novembro de 2026, na Ilha da Reunião, com uma delegação de mais de 20 profissionais das artes, entre bailarinos, coreógrafos, músicos, técnicos e produtores. Esta participação contribui para a circulação internacional da criação artística nacional e fortalece os laços de cooperação cultural entre os países do Oceano Índico.
Organizado pelo Lalanbik – Centro de Desenvolvimento Coreográfico Nacional do Oceano Índico, o festival de dança contemporânea apresenta, este ano, o tema “Lamayaz”. A edição promove o intercâmbio cultural e celebra a diversidade coreográfica, reunindo mais de 150 artistas provenientes do Chile, das Comores, da Europa, do Quénia, de Madagáscar, das Maurícias, de Mayote, de Moçambique e da Ilha da Reunião.
A programação contempla um total de 24 espectáculos, apresentados nas noites de Lamayaz, e decorre em diferentes localidades da Ilha da Reunião, nomeadamente Saint-Pierre, Saint-Benoît, Saint-Leu, Saint-Denis e L’Étang-Salé. As apresentações têm lugar em diversos espaços culturais e comunitários, incluindo o Théâtre Pierrefonds, o Belvédère, a Orla Marítima, a Ravine Blanche, o CRR e o Slam SkateBar, em Saint-Pierre, bem como o Théâtre des Sables, em L’Étang-Salé.
A criação Dzudza, do coreógrafo Idio Chichava, integra a programação desta edição do festival. O evento reúne igualmente o coreógrafo Lulu Sala, com a peça Vejo Anjos, e as artistas Açucena Chemane e Cristina Matola, que partilham o palco na apresentação da obra Face Silenciada. A programação contempla ainda a apresentação de Madla Bidjana, de Osvaldo Passirivo, bem como uma actuação musical de May Mbira.

Paralelamente aos espectáculos, o festival promove um conjunto de actividades de formação e partilha artística, que inclui 13 oficinas práticas conduzidas por artistas e profissionais da programação, três biotopos coreográficos, sob a designação Ron Kozé, e um dia dedicado aos gestos e às assinaturas tradicionais. Estas iniciativas proporcionam oportunidades de aprendizagem, experimentação e intercâmbio entre artistas e participantes de diferentes origens.
Neste contexto, os artistas moçambicanos orientam oficinas de dança destinadas a participantes de diferentes faixas etárias, proporcionando momentos de aprendizagem, partilha de experiências e exploração de distintas linguagens artísticas. Estas actividades promovem a partilha de práticas artísticas, o diálogo intercultural e a aproximação às comunidades locais.
Organizada pela Yodine Produções, esta participação resulta de um trabalho contínuo de articulação com parceiros regionais, no âmbito da integração do KINANI na rede IOCAN. Esta plataforma de cooperação fomenta a partilha, o intercâmbio e a colaboração entre estruturas culturais e artistas da região, criando oportunidades para a circulação de obras, a formação e o desenvolvimento de projectos conjuntos.
A presença da delegação moçambicana constitui um marco no processo de internacionalização das artes performativas nacionais. Para além de ampliar a visibilidade e o reconhecimento da diversidade da criação artística moçambicana, esta participação valoriza o contributo dos profissionais envolvidos na produção e realização dos espectáculos, destacando a importância de toda a cadeia de trabalho artístico.
Para a Yodine Produções e o KINANI, o fortalecimento destas parcerias representa um investimento na profissionalização do sector e na criação de condições para que mais artistas moçambicanos possam apresentar os seus trabalhos além-fronteiras, estabelecer novas colaborações e participar activamente nas dinâmicas culturais da região.




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